sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

De Doer na Alma



http://youtu.be/L5Qn3OJk_Z4 - Acessado em 21/02/2014, às 22h50



Que pena, crianças tão pequenas e tão marcadas pelo preconceito. .

Tinga se Solidariza Com Peruanos Vítimas de Racismo



https://www.youtube.com/watch?v=mmAlN591Qkc - Acessado em 21/02/2014

Tinga comenta da importância da educação

na vida de um cidadão!



A  Escola e o Dinamismo Cultural – Contra Preconceito

A escola é lugar de ajuntamento de pessoas dos mais variados tipos. Pessoas diferentes, de culturas, credos e práticas diferentes. Mas que, idealmente, anseiam aprender e cumprir com seu papel dentro da sociedade.

Nesse ajuntamento, as diversidades de gênero, étnico-racial, de orientação sexual, entre outras, são assuntos que estão presentes dentro da escola de forma mais visível no campo das ideias, de forma mais subjetiva; de preferência, que estejam adormecidos. No campo das ideias, mas dormindo, não causarão desconforto pra ninguém. Tais assuntos, quando trazidos a tona, são motivos de olhares maldosos, ou motivos de risadinhas debochadas. 

Esses comentários, na maioria das vezes causam certo desconforto nas discussões, levando-os a serem adiados ou nunca comentados dentro do ambiente escolar. A não ser, quando lembrados em datas, do calendário escolar. Mas se assuntos, como esses, causam desconforto em que os discute, ou trazem sentimento de culpa em quem os pratica: “o agressor”, por outro lado, corroem, ainda mais a alma daqueles que sentem, na pele, o preconceito.
Apesar de muitos negarem a existência do preconceito, nas várias áreas citadas acima, o preconceito existe e as vezes de forma velada. É mais fácil calar e se fazer de cego. Mas como se diz no popular “o pior cego é aquele que não ver”.

A escola pode ajudar nesse processo, onde o preconceito, velado ou não, existe. Na história, a educação rígida e cheia de regras ficou como exemplo de ensino que descia a força, goela abaixo. Talvez pela ignorância e por não saber que a educação pode ser aperfeiçoada, quando analisada. A escola precisa ensinar a importância de se aprender sobre o dinamismo da cultura, as mudanças que acontecem e trazem novas formas de adaptação em sociedade; da convivência harmoniosa que se deve ter com os grupos que são diferentes; precisa deixar de ser aquela que normatiza e fabrica normais, para ser agência que ajuda os alunos a se tornarem cidadãos de bem; pessoas que respeitam e que convivem com os diferentes.

É no ambiente de trocas de experiências, que estudantes, junto com seus professores, podem construir suas identidades individuais e de grupo, podem exercitar o direito e respeito pelas diferenças.


Bibliografia

DINIZ, Margareth; VASCONCELOS,  Renata  Nunes.  (organizadoras), Pluralidade  cultural  e inclusão na formação de professoras e professores. Formato, 2004.
PERRENOUD, Philippe.  Pedagogia  diferenciada:  das  intenções  à  ação.  Tradução  de  Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre, Artes Médicas Sul, 2000.

A Escola - Agência Formadora de Cidadãos Conscientes!

Talvez, um assunto nunca tenha sido tão debatido nos últimos dias como o racismo e o preconceito. O meia Tinga, vítima de racismo na quarta-feira, dia 12 de fevereiro de 2014, no jogo contra o Real Glarcilaso, no Peru, foi o convidado do programa “Encontro com Fátima Bernardes” nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014. Ele comenta o que sentiu no momento da agressão.
Em sua participação, no programa, o atleta do Cruzeiro falou sobre o ocorrido: acredita que a maneira como foi agredido se explica, por falta de educação, de oportunidade, de civilidade, por parte dos peruanos. Ele também comenta que o pior não são os peruanos que o agrediram; pra ele, pior são os que tiveram oportunidade de ir a escola aqui no Brasil e continuam pobres de espírito, agredindo as pessoas por aí.
Numa intervista, logo depois do jogo, a um repórter do canal SporTV, Tinga, se diz perplexo que, ainda, em 2014, as pessoas sejam capazes de ter tal comportamento. O Jogador diz que: “Se pudesse não ganhar, trocaria esse título por igualdade em todos lugares, todas as áreas e classes.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2008 e 2009, com 2.014 pessoas, que também avaliou as diferenças de preconceito entre as regiões, idade da população, renda, religião, feita pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do País. Constatou que o ambiente escolar é o local mais promissor para discutir sobre a homofobia e tornar o cidadão preparado para lidar com as diferenças.
Segundo a pesquisa, a variável que mais determina o nível de preconceito das pessoas é a escolaridade. Há uma grande diferença de preconceito entre quem nunca foi à escola e quem concluiu o ensino superior (em %). Segundo o pesquisador: Gustavo Ventur - “Isso mostra como a escola faz diferença no combate à homofobia. Só a escolaridade, maior não resolve o preconceito, mas influencia fortemente a formação dessas pessoas”.
Tanto na entrevista dada pelo jogador Tinga, como na pesquisa feita por Gustavo Ventur, a escola torna-se a agência, que tem papel fundamental na educação e formação de seus alunos. Nas diferenças encontradas entre as pessoas que buscam a educação, interesses pessoais são deixados de lado em busca daquilo que é coletivo. E assim, neste ambiente que desde cedo novos argumentos, novos critérios, novas propostas são apresentadas, pela escola, com o objetivo de tornar o aluno reflexivo e capaz de tomar decisões, tornando-se um cidadão consciente de suas responsabilidades e do meio que faz parte. Aprendendo a respeitar a individualidade e as diferenças de cada um e sendo agente multiplicador dessa proposta educacional.
Quando Tinga voltou do Peru recebeu várias manifestações de apoio. Em uma delas que dizia: “fechado com Tinga!”, Quando abordado, para explicar o que sentiu Tinga diz que as pessoas devem fechar com BASTA no preconceito, não com ele, dando uma resposta “educada” aos que tentaram ridicularizá-lo.
Bibliografia:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+e+determinante+para+o+fim+da+homofobia+diz+

pesquisador/n1596978678723.html - Escola é determinante para o fim da homofobia, diz pesquisador. Acessado em 21/02/2014 – às 19h30

TINGA DIZ QUE PENSOU EM SAIR DO CAMPO http://www.youtube.com/watch?v=5Z6kNdXRyAk#t=16

Acessado em 21/02/2014 – às 19h40


TINGA SE SOLIDARIZA COM PERUANOS VÍTIMAS


Acessado em 21/02/2014 – às 19h5

Tinga Diz Que Pensou em Sair de Campo Após Atos de Racismo



https://www.youtube.com/watch?v=5Z6kNdXRyAk
Acessado em 21/02/2014

Vários tipos de preconceitos acontecem o tempo inteiro. O Brasil inteiro demonstra solidariedade ao jogador!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Educação e Diversidade - Maria, Maria - Milton Nascimento


https://www.youtube.com/watch?v=91OONh8fQsU, acessado em 03/02/2014 - às 10h22


Maria,  Maria

Milton Nascimento

Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
http://letras.mus.br/milton-nascimento/47431/ - acessado em 03/02/2014 - às 10h25.

Educação e Diversidade - Vida Maria

VIDA MARIA


https://www.youtube.com/watch?v=zHQqpI_522M - Acessado em 03/02/2014, às 09h13

O filme retrata uma realidade vivida na região nordeste, onde crianças, têm sua infância e sua vida escolar interrompida, muitas vezes, para ajudar a família a sobreviver; infância essa, resumida aos poucos recursos e sem perspectivas de mudanças; um processo cíclico: as meninas ficam sempre em casa e ajudam nos afazeres domésticos. Crescem, casam-se, têm filhos e tudo se repete... Culturalmente, são ensinadas a divisão do trabalho doméstico. Meninas fazem o trabalho doméstico. Meninos trabalham na lavoura e não podem ajudar nos serviços domésticos.