sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Escola - Agência Formadora de Cidadãos Conscientes!

Talvez, um assunto nunca tenha sido tão debatido nos últimos dias como o racismo e o preconceito. O meia Tinga, vítima de racismo na quarta-feira, dia 12 de fevereiro de 2014, no jogo contra o Real Glarcilaso, no Peru, foi o convidado do programa “Encontro com Fátima Bernardes” nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014. Ele comenta o que sentiu no momento da agressão.
Em sua participação, no programa, o atleta do Cruzeiro falou sobre o ocorrido: acredita que a maneira como foi agredido se explica, por falta de educação, de oportunidade, de civilidade, por parte dos peruanos. Ele também comenta que o pior não são os peruanos que o agrediram; pra ele, pior são os que tiveram oportunidade de ir a escola aqui no Brasil e continuam pobres de espírito, agredindo as pessoas por aí.
Numa intervista, logo depois do jogo, a um repórter do canal SporTV, Tinga, se diz perplexo que, ainda, em 2014, as pessoas sejam capazes de ter tal comportamento. O Jogador diz que: “Se pudesse não ganhar, trocaria esse título por igualdade em todos lugares, todas as áreas e classes.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2008 e 2009, com 2.014 pessoas, que também avaliou as diferenças de preconceito entre as regiões, idade da população, renda, religião, feita pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do País. Constatou que o ambiente escolar é o local mais promissor para discutir sobre a homofobia e tornar o cidadão preparado para lidar com as diferenças.
Segundo a pesquisa, a variável que mais determina o nível de preconceito das pessoas é a escolaridade. Há uma grande diferença de preconceito entre quem nunca foi à escola e quem concluiu o ensino superior (em %). Segundo o pesquisador: Gustavo Ventur - “Isso mostra como a escola faz diferença no combate à homofobia. Só a escolaridade, maior não resolve o preconceito, mas influencia fortemente a formação dessas pessoas”.
Tanto na entrevista dada pelo jogador Tinga, como na pesquisa feita por Gustavo Ventur, a escola torna-se a agência, que tem papel fundamental na educação e formação de seus alunos. Nas diferenças encontradas entre as pessoas que buscam a educação, interesses pessoais são deixados de lado em busca daquilo que é coletivo. E assim, neste ambiente que desde cedo novos argumentos, novos critérios, novas propostas são apresentadas, pela escola, com o objetivo de tornar o aluno reflexivo e capaz de tomar decisões, tornando-se um cidadão consciente de suas responsabilidades e do meio que faz parte. Aprendendo a respeitar a individualidade e as diferenças de cada um e sendo agente multiplicador dessa proposta educacional.
Quando Tinga voltou do Peru recebeu várias manifestações de apoio. Em uma delas que dizia: “fechado com Tinga!”, Quando abordado, para explicar o que sentiu Tinga diz que as pessoas devem fechar com BASTA no preconceito, não com ele, dando uma resposta “educada” aos que tentaram ridicularizá-lo.
Bibliografia:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+e+determinante+para+o+fim+da+homofobia+diz+

pesquisador/n1596978678723.html - Escola é determinante para o fim da homofobia, diz pesquisador. Acessado em 21/02/2014 – às 19h30

TINGA DIZ QUE PENSOU EM SAIR DO CAMPO http://www.youtube.com/watch?v=5Z6kNdXRyAk#t=16

Acessado em 21/02/2014 – às 19h40


TINGA SE SOLIDARIZA COM PERUANOS VÍTIMAS


Acessado em 21/02/2014 – às 19h5

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