A Escola - Agência Formadora de Cidadãos Conscientes!
Talvez, um assunto nunca
tenha sido tão debatido nos últimos dias como o racismo e o preconceito. O meia
Tinga, vítima de racismo na quarta-feira, dia 12 de fevereiro de 2014, no jogo
contra o Real Glarcilaso, no Peru, foi o convidado do programa “Encontro com
Fátima Bernardes” nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014. Ele comenta
o que sentiu no momento da agressão.
Em sua participação, no
programa, o atleta do Cruzeiro falou sobre o ocorrido: acredita que a maneira
como foi agredido se explica, por falta de educação, de oportunidade, de
civilidade, por parte dos peruanos. Ele também comenta que o pior não são os
peruanos que o agrediram; pra ele, pior são os que tiveram oportunidade de ir a
escola aqui no Brasil e continuam pobres de espírito, agredindo as pessoas por
aí.
Numa intervista, logo
depois do jogo, a um repórter do canal SporTV, Tinga, se diz perplexo que,
ainda, em 2014, as pessoas sejam capazes de ter tal comportamento. O Jogador
diz que: “Se pudesse não ganhar, trocaria esse título por igualdade em todos
lugares, todas as áreas e classes.
De acordo com uma pesquisa realizada
em 2008 e 2009, com 2.014
pessoas, que também avaliou as diferenças de preconceito entre as regiões,
idade da população, renda, religião, feita pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa
Luxemburgo Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do
País. Constatou que o ambiente escolar é o local mais promissor para discutir
sobre a homofobia e tornar o cidadão preparado para lidar com as diferenças.
Segundo a pesquisa, a variável que mais determina
o nível de preconceito das pessoas é a escolaridade. Há uma grande diferença de
preconceito entre quem nunca foi à escola e quem concluiu o ensino superior (em
%). Segundo o pesquisador: Gustavo
Ventur - “Isso mostra
como a escola faz diferença no combate à homofobia. Só a escolaridade, maior não resolve o preconceito, mas
influencia fortemente a formação dessas pessoas”.
Tanto na entrevista dada pelo jogador Tinga,
como na pesquisa feita por Gustavo
Ventur, a escola torna-se a agência, que tem papel fundamental na educação e
formação de seus alunos. Nas diferenças encontradas entre as pessoas que buscam
a educação, interesses pessoais são deixados de lado em busca daquilo que é
coletivo. E assim, neste ambiente que desde cedo novos argumentos, novos critérios,
novas propostas são apresentadas, pela escola, com o objetivo de tornar o aluno
reflexivo e capaz de tomar decisões, tornando-se um cidadão consciente de suas
responsabilidades e do meio que faz parte. Aprendendo a respeitar a
individualidade e as diferenças de cada um e sendo agente multiplicador dessa
proposta educacional.
Quando Tinga voltou do Peru recebeu
várias manifestações de apoio. Em uma delas que dizia: “fechado com Tinga!”,
Quando abordado, para explicar o que sentiu Tinga diz que as pessoas devem
fechar com BASTA no preconceito, não com ele, dando uma resposta “educada” aos
que tentaram ridicularizá-lo.
Bibliografia:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+e+determinante+para+o+fim+da+homofobia+diz+
pesquisador/n1596978678723.html - Escola
é determinante para o fim da homofobia, diz pesquisador. Acessado em 21/02/2014
– às 19h30
Acessado em 21/02/2014 – às 19h40
TINGA SE SOLIDARIZA COM PERUANOS VÍTIMAS
Acessado em 21/02/2014 – às 19h5