A Escola e o Dinamismo Cultural – Contra Preconceito
A escola é lugar de ajuntamento de
pessoas dos mais variados tipos. Pessoas diferentes, de culturas, credos e
práticas diferentes. Mas que, idealmente, anseiam aprender e cumprir com seu
papel dentro da sociedade.
Nesse ajuntamento, as diversidades de
gênero, étnico-racial, de orientação sexual, entre outras, são assuntos que estão
presentes dentro da escola de forma mais visível no campo das ideias, de forma
mais subjetiva; de preferência, que estejam adormecidos. No campo das ideias,
mas dormindo, não causarão desconforto pra ninguém. Tais assuntos, quando
trazidos a tona, são motivos de olhares maldosos, ou motivos de risadinhas
debochadas.
Esses comentários, na maioria das
vezes causam certo desconforto nas discussões, levando-os a serem adiados ou
nunca comentados dentro do ambiente escolar. A não ser, quando lembrados em
datas, do calendário escolar. Mas se assuntos, como esses, causam desconforto
em que os discute, ou trazem sentimento de culpa em quem os pratica: “o
agressor”, por outro lado, corroem, ainda mais a alma daqueles que sentem, na
pele, o preconceito.
Apesar de muitos negarem a existência do
preconceito, nas várias áreas citadas acima, o preconceito existe e as vezes de
forma velada. É mais fácil calar e se fazer de cego. Mas como se diz no popular
“o pior cego é aquele que não ver”.
A escola pode ajudar nesse processo,
onde o preconceito, velado ou não, existe. Na história, a educação rígida e
cheia de regras ficou como exemplo de ensino que descia a força, goela abaixo.
Talvez pela ignorância e por não saber que a educação pode ser aperfeiçoada,
quando analisada. A escola precisa ensinar a importância de se aprender sobre o
dinamismo da cultura, as mudanças que acontecem e trazem novas formas de
adaptação em sociedade; da convivência harmoniosa que se deve ter com os grupos
que são diferentes; precisa deixar de ser aquela que normatiza e fabrica normais,
para ser agência que ajuda os alunos a se tornarem cidadãos de bem; pessoas que
respeitam e que convivem com os diferentes.
É no ambiente de trocas de experiências,
que estudantes, junto com seus professores, podem construir suas identidades
individuais e de grupo, podem exercitar o direito e respeito pelas diferenças.
Bibliografia
DINIZ, Margareth; VASCONCELOS, Renata
Nunes. (organizadoras), Pluralidade cultural
e inclusão na formação de professoras e professores. Formato, 2004.
PERRENOUD, Philippe. Pedagogia
diferenciada: das intenções
à ação. Tradução
de Patrícia Chittoni Ramos. Porto
Alegre, Artes Médicas Sul, 2000.
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