sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014




A  Escola e o Dinamismo Cultural – Contra Preconceito

A escola é lugar de ajuntamento de pessoas dos mais variados tipos. Pessoas diferentes, de culturas, credos e práticas diferentes. Mas que, idealmente, anseiam aprender e cumprir com seu papel dentro da sociedade.

Nesse ajuntamento, as diversidades de gênero, étnico-racial, de orientação sexual, entre outras, são assuntos que estão presentes dentro da escola de forma mais visível no campo das ideias, de forma mais subjetiva; de preferência, que estejam adormecidos. No campo das ideias, mas dormindo, não causarão desconforto pra ninguém. Tais assuntos, quando trazidos a tona, são motivos de olhares maldosos, ou motivos de risadinhas debochadas. 

Esses comentários, na maioria das vezes causam certo desconforto nas discussões, levando-os a serem adiados ou nunca comentados dentro do ambiente escolar. A não ser, quando lembrados em datas, do calendário escolar. Mas se assuntos, como esses, causam desconforto em que os discute, ou trazem sentimento de culpa em quem os pratica: “o agressor”, por outro lado, corroem, ainda mais a alma daqueles que sentem, na pele, o preconceito.
Apesar de muitos negarem a existência do preconceito, nas várias áreas citadas acima, o preconceito existe e as vezes de forma velada. É mais fácil calar e se fazer de cego. Mas como se diz no popular “o pior cego é aquele que não ver”.

A escola pode ajudar nesse processo, onde o preconceito, velado ou não, existe. Na história, a educação rígida e cheia de regras ficou como exemplo de ensino que descia a força, goela abaixo. Talvez pela ignorância e por não saber que a educação pode ser aperfeiçoada, quando analisada. A escola precisa ensinar a importância de se aprender sobre o dinamismo da cultura, as mudanças que acontecem e trazem novas formas de adaptação em sociedade; da convivência harmoniosa que se deve ter com os grupos que são diferentes; precisa deixar de ser aquela que normatiza e fabrica normais, para ser agência que ajuda os alunos a se tornarem cidadãos de bem; pessoas que respeitam e que convivem com os diferentes.

É no ambiente de trocas de experiências, que estudantes, junto com seus professores, podem construir suas identidades individuais e de grupo, podem exercitar o direito e respeito pelas diferenças.


Bibliografia

DINIZ, Margareth; VASCONCELOS,  Renata  Nunes.  (organizadoras), Pluralidade  cultural  e inclusão na formação de professoras e professores. Formato, 2004.
PERRENOUD, Philippe.  Pedagogia  diferenciada:  das  intenções  à  ação.  Tradução  de  Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre, Artes Médicas Sul, 2000.

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